quarta-feira, 12 de novembro de 2014










               

                             Feliz, ou não, dia da Saudade!



Nesse mundo tem dia pra tudo, neh?Dia da mulher, do índio, da árvore, do beijo, do amigo, dia dos pais, dia das mães ..Hoje eu decreto como o Dia da Saudade, o não, um dos, um dos meus dias da Saudade!Eu adoraria se pudesse reservar um único dia para a Saudade, um único dia para sentir tudo que eu sinto, todos os dias que eu sinto, um único dia para esse sentimento doido, esse sentimento doído!Hoje, como um dos meus dias da Saudade, eu me reservo, me castigo, me presenteio lembrar:


Saudade de quando meu travesseiro era colo, meu choro era bronca, saudade de quando meu consolo era mamadeira.
Saudade da preocupação com as minhas bonecas, e quando a única organização que me cabia era a dos meus brinquedos.
Saudade de sentar em balcões de bares, com o copo cheio de guaraná e um potinho de amendoim, saudade de quando meu transporte eram os ombros de meu pai, saudade de quando ajudar a limpar a casa era uma aventura, saudade de achar o máximo acompanhar minha mãe no trabalho.
Saudade de ser chamada de fofa, de ser mimada, adulada, saudade de ser espontânea, ter a inocência e sinceridade de criança.
Saudade de passar o dia na rua, correndo, pulando, escondendo, sem medo de nada, ninguém, além dos chinelos, cintos e varinhas de minha mãe.
Saudade das primeiras quedas de bicicleta, da primeira vez sem rodinha, e sem a mão de ninguém para equilibrar, saudade de quando andar de bicicleta era brincadeira.
Saudade dos sorvetes com meu pai, dos sempre dois churros de doce de leite que me trazia, saudade das coisas gostosas que minha mãe comia na rua e sempre guardava pra mim.
Saudades das idas para a escola na garupa da bicicleta.
Saudade dos: "Não é pra pedir nada, hein?"
Saudade de me sentir crescer, sentir mudar. Saudade dos "pera, uva, maçã, salada mista", e das mãos que sempre alertavam quando chegava no namoradinho.
Saudade do primeiro amor, saudade de descobrir isso, descobrir o selinho. Saudade de ter que esquecer isso.
Saudade das turmas das escolas, das canetas brilhosas, coloridas, dos cadernos enfeitados, adesivados.
Saudade do orgulho de mãe nas reuniões escolares.
Saudade do primeiro emprego, primeiro salário, primeiro gostinho de independência, de ser adulta pela primeira vez.
Saudade até das infinitas discussões de adolescente dona da razão, das broncas para arrumar a casa, lavar a louça, FAZER ALGUMA COISA!
Saudade da maturidade que me permitiu ser sua amiga, conversar, brigar, xingar, falar besteira e depois rir, porque no final a gente sempre ria mesmo, e comia pipoca, eu você e o Nick, ria, comia pipoca e assistia, a nossa vida.
Saudade dos nossos entendimentos mútuos, mudos, olhados, tocados, abraçados.
O cheiro da sua comida, saudade da sua comida, do cheiro da sua limpeza na casa, do seu banho, do seu perfume, natural.
Saudade do barulho do seu espirro, espirro inconfundível! 
Saudade da sua risada arreganhada, que conseguia te deixar mais vermelha que o habitual, e quando você me pedia para parar porque não conseguia respirar. Saudade das cócegas que te faziam rir e depois brigar, me beliscar, e faziam o Nick pular na cama porque eu gritava e ele queria te morder.
Saudade de disputar a coberta com você e com o Nick, ok, mais com o Nick que com você.
Definitivamente, SAUDADE DE SER FILHA, porque antigamente eu sabia exatamente o que fazer.
A saudade é o sentimento mais controverso que há.
A saudade é linda, é doce, é sorriso, é olho brilhando, se há saudade é porque foi bom, foi amor.
E em contrapartida, saudade tortura, maltrata, remói e faz chorar.
Saudades de momentos, momentos bons, momentos repletos, momentos vazios, e que hoje se fazem cheios, cheios de saudade!
Saudade de algo, de alguém, de sentir, de fazer sentido.
Saudade de quem foi ali e vai voltar. Saudade de alguém que fez parte do amar. Saudade de quem a vida levou sem ao menos avisar. Saudade do amor, e do amor amar.
Ah Saudade, por que feres assim este pobre coração calejado por sentir?
Se a saudade fosse gente acho que ela seria como Mãe. Mãe tem amor, tem carinho, tem colo incondicional, mas mãe dá bronca, põe de castigo, mãe faz repreende.
É como a saudade, ela vem, te traz coisa boa pro peito, te faz sorrir sozinho, te faz encher os olhos de alegria, e depois ela machuca, aperta o coração, faz chorar de dor.
Toda saudade é boa, toda saudade é má, maravilhosa. 

terça-feira, 4 de novembro de 2014







Viver a sua janela, vida.

É que eu prefiro ver a vida da sua janela.


Da sua janela o céu tem mais cor, os pássaros têm mais músicas, da sua janela o sol sorri mais sincero, a lua brilha mais forte, da sua janela as estrelas conversam ... Comigo.
Pela sua janela as flores são mais coloridas, o ar é mais cheiroso e até os carros ganham beleza.
Desconfio que pela sua janela a vida entre com mais amor, porque eu me sinto mais feliz do lado de dentro da sua janela, e por saber que tem eu e sua janela, ali.
Porque eu sei que se eu tenho a sua janela, eu tenho a sua porta, a sua sala, tenho o seu corredor, os seus tênis jogados pelo caminho, se eu tenho a sua janela eu tenho o seu quarto, tenho a sua cama, tenho seus trezentos travesseiros, se eu tenho, eu tenho você!
Se eu tenho a sua janela eu tenho abraço apertado, eu tenho beijo molhado, tenho amor pronto, se eu tenho a sua janela eu tenho sorriso fácil, eu tenho coração cheio, eu tenho carinho no cabelo.
Da sua janela eu vi o amor, com a sua janela eu aprendi a amar, eu quis a vida, viver a vida com a sua janela, e você.
Me prometa, enquanto possível for, que seja eternamente para mim a sua janela, da alma.

terça-feira, 28 de outubro de 2014




Para São Paulo com amor.

A Terra que era da garoa, hoje é de sol, está quase para uma São Paulo 40 graus. Quase?
Seus parques viram praias sem mares  e os quintais de suas casas são mares sem areias.
Se de dia é verão, a tarde é outono e na noite o inverno, vez ou outra, nos dá o ar da graça, e sobre a garoa? As únicas gotas que lhe tocam o chão são as lágrimas de alguém dentre seus quase 12 milhões de habitantes... Lágrimas de dor, lágrimas de amor, lágrimas de risos, lágrimas de medo, medo caso o céu nunca mais queira chorar.
Mas eu vim aqui escrever com amor, e não lamentar nossos desentendimentos climáticos, exáusticos (exáustico existe? Ah, isso é arte, tudo existe). Eu te perdoo São Paulo. Porque o amor é assim mesmo, construído sobre bons e maus momentos, e entre tudo isso há o perdão, te perdoo pelas noites mal dormidas, pelos meus ataques de sinusite, renite, bronquite, pelos diversos vidrinhos de neosoro. Eu te perdoo por mais horas perdidas no trânsito que no cabeleireiro ou frente ao espelho. Ta, confesso, é gostoso te admirar e admirar suas mais controversas paisagens. Casas que mais parecem fortalezas, praças que lembram florestas, avenidas tão iluminadas quanto as árvores de natal de minha avó. Coisa linda!
 Pessoas de tudo que é jeito, tudo que é roupa, que é cabelo, tudo que é amor, e tudo é amor. Sim, existe amor em São paulo, porque antes de existir São Paulo, existem pessoas em São Paulo, pessoas que amam!
E depois de tantas fortalezas, florestas e natais fora de época, me deparo com a tristeza e realidade dos meus. São ruas sem luzes, sem nem um pisca-pisca se quer, segurança nunca ouve-se falar, a fumaça dos carros é substituída por fumaça de planta. E somos todos um bando de drogados contra vontade.
Ao invés de natal, nossas ruas lembram festas, não; lembram bailes, não; lembram a falta de respeito com o próximo. São filmes pornôs ao vivo descritos em músicas e muito bem interpretados, diga-se de passagem.
São Paulo, essa é você?
Há tantas controvérsias no amor, e ainda assim, alguma coisa acontece no meu coração.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Contos de Fad... Mulher!

 É o dia seguinte, e o meu telefone não tocou... Não tocou por ligação, não tocou por mensagem, não tocou nem pela notificação do whatsapp, a não ser dos das amigas, neh? Porque esses sempre tocam, você sabe, mulher fala e escreve demais, e olha, acho que em se tratando de escrever, a proporção é ainda maior, quanto mais se for para falar da noite anterior, do carinha anterior e das bebidas anteriores... É, mulher fala e escreve demais! A noite foi perfeita, desde a primeira troca de olhares, você lindo, com essa cor de praia (e isso porque estamos falando de inverno e de São Paulo), mas essa sua cor morena... Eu parecia um cachorro observando um frango a girar no espeto do jeito que te admirava. Mas continuando, àquele tom de verde musgo da sua camiseta caiu muito bem em você, viu? Combinou com os seus olhos, com o seu cabelo bagunçado propositalmente, ah! e com a sua pele, é claro! E essa sua tatuagem, fala a verdade, é tática, não é? Tática para deixar qualquer mulher curiosa suficientemente, a ponto de querer te despir da cintura pra cima, e claro, consequentemente, da cintura pra baixo também, mas isso vem depois. Então você se aproximou, com um sorriso sacana e um olhar que me fez sentir nua, nua e gostosa. E aquele coquetel colorido na sua mão fez eu me sentir no Hawaí, com um colar colorido, descalça com o pé na areia e girando minha saia ao dança o ula-ula ... Que delícia o Hawaí, quando eu chegar lá, te mando um cartão postal, ta? Então brindamos, você disse que eu era linda, e disse também que não imaginava que a noite seria tão generosa e surpreendente com você (sim, você disse!) eu quis rir dessa baboseira toda, mas caí em mim quando você me chamou de princesa. Num gesto involuntário, segurei as laterais da minha saia, cruzei as pernas e me curvei, fazendo jus ao apelido, foi aí que você ressaltou: É uma princesa mesmo! Dançamos, bebemos, beijamos, bebemos, beijamos e bebemos, sim, nesta proporção. Ao fim da noite, ou iniciar do dia, como você preferir, me pego no seu carro, com o salto nas mãos, cabelo feito um coque, não propositalmente bagunçado e você a melhor fixamente, me atravessando a alma, coisa que me desconcerta, mais uma vez me chama de linda, e de novo e de novo. Ao nascer do sol, na sacada do quarto, você com uma toalha envolta na cintura e eu com a sua camiseta verde musgo (que modéstia a parte, também caiu perfeitamente em mim e combinou com a minha pele e meus olhos), brindamos com duas garrafinhas d'água, desconfio que na noite anterior tenhamos bebido mais até que beijado. Era inverno e o dia começava lindamente, acho que para combinar com a noite, a propósito, adorei sua tatuagem, assim sem camisa ela te deixa ainda mais sexy. Quanta sensualidade! Você foi um príncipe, um doce, um amor, já te falei que você foi um príncipe? É o dia seguinte ao dia seguinte e meu telefone ainda não tocou aparecendo o seu nome, aliás, qual era o seu nome mesmo moreno alto, bonito e sensual? Ah, agora lembrei o porquê meu telefone não tocou, porque eu cansei de viver contos de fadas da madrugada, onde o encanto começa a meia noite e termina à 6h/8h/10h da manhã, depois de muitos beijos, amasso, e suor. E sabe quando você vai ter o meu telefone de fato, moço? Quando por acaso nos esbarrarmos em uma dessas noites regadas a cerveja, e você  vir me falar que o número que eu te passei caia no celular de um tal de Marcelo, que inclusive, é meu ex namorado, ah, e meu nome não é Roberta, ta? Beijo gatinho! Não tocou por ligação, não tocou por mensagem, não tocou nem pela notificação do whatsapp, a não ser dos das amigas, neh? Porque esses sempre tocam, você sabe, mulher fala e escreve demais, e olha, acho que em se tratando de escrever, a proporção é ainda maior, quanto mais se for para falar da noite anterior, do carinha anterior e das bebidas anteriores... É, mulher fala e escreve demais! A noite foi perfeita, desde a primeira troca de olhares, você lindo, com essa cor de praia (e isso porque estamos falando de inverno e de São Paulo), mas essa sua cor morena... Eu parecia um cachorro observando um frango a girar no espeto do jeito que te admirava. Mas continuando, àquele tom de verde musgo da sua camiseta caiu muito bem em você, viu? Combinou com os seus olhos, com o seu cabelo bagunçado propositalmente, ah! e com a sua pele, é claro! E essa sua tatuagem, fala a verdade, é tática, não é? Tática para deixar qualquer mulher curiosa suficientemente, a ponto de querer te despir da cintura pra cima, e claro, consequentemente, da cintura pra baixo também, mas isso vem depois. Então você se aproximou, com um sorriso sacana e um olhar que me fez sentir nua, nua e gostosa. E aquele coquetel colorido na sua mão fez eu me sentir no Hawaí, com um colar colorido, descalça com o pé na areia e girando minha saia ao dança o ula-ula ... Que delícia o Hawaí, quando eu chegar lá, te mando um cartão postal, ta? Então brindamos, você disse que eu era linda, e disse também que não imaginava que a noite seria tão generosa e surpreendente com você (sim, você disse!) eu quis rir dessa baboseira toda, mas caí em mim quando você me chamou de princesa. Num gesto involuntário, segurei as laterais da minha saia, cruzei as pernas e me curvei, fazendo jus ao apelido, foi aí que você ressaltou: É uma princesa mesmo! Dançamos, bebemos, beijamos, bebemos, beijamos e bebemos, sim, nesta proporção. Ao fim da noite, ou iniciar do dia, como você preferir, me pego no seu carro, com o salto nas mãos, cabelo feito um coque, não propositalmente bagunçado e você a melhor fixamente, me atravessando a alma, coisa que me desconcerta, mais uma vez me chama de linda, e de novo e de novo. Ao nascer do sol, na sacada do quarto, você com uma toalha envolta na cintura e eu com a sua camiseta verde musgo (que modéstia a parte, também caiu perfeitamente em mim e combinou com a minha pele e meus olhos), brindamos com duas garrafinhas d'água, desconfio que na noite anterior tenhamos bebido mais até que beijado. Era inverno e o dia começava lindamente, acho que para combinar com a noite, a propósito, adorei sua tatuagem, assim sem camisa ela te deixa ainda mais sexy. Quanta sensualidade! Você foi um príncipe, um doce, um amor, já te falei que você foi um príncipe? É o dia seguinte ao dia seguinte e meu telefone ainda não tocou aparecendo o seu nome, aliás, qual era o seu nome mesmo moreno alto, bonito e sensual? Ah, agora lembrei o porquê meu telefone não tocou, porque eu cansei de viver contos de fadas da madrugada, onde o encanto começa a meia noite e termina à 6h/8h/10h da manhã, depois de muitos beijos, amasso, e suor. E sabe quando você vai ter o meu telefone de fato, moço? Quando por acaso nos esbarrarmos em uma dessas noites regadas a cerveja, e você  vir me falar que o número que eu te passei caia no celular de um tal de Marcelo, que inclusive, é meu ex namorado, ah, e meu nome não é Roberta, ta? Beijo gatinho!